O presidente Donald Trump determinou a demissão imediata de Erika McEntarfer, comissária da Bureau of Labor Statistics (BLS), após a divulgação do relatório de empregos de julho, que mostrou apenas 73 000 vagas criadas, bem abaixo das expectativas. Trump acusou a economista de redirecionar os dados para prejudicar sua imagem política, afirmando que os números foram “manipulados”.
Revisões bruscas e ataque público
Além do resultado fraco de julho, foram revistos para baixo os dados de maio e junho em 258 000 empregos somados. Trump alegou que essas revisões foram deliberadas para favorecer o governo anterior, especialmente antes das eleições de 2024, chamando o relatório de “fraudulento” e exigindo substituição por pessoa mais “competente”.
Reações internas e externas
A nomeação de McEntarfer, feita por Joe Biden e aprovada por votação bipartidária no Senado (86 a 8), gerou críticas entre economistas e ex-chefes da BLS, como William Beach, que consideraram a medida “sem fundamento” e prejudicial ao prestígio da instituição. O ex-governador Chris Christie acusou Trump de agir como “criança mimada” ao punir quem trouxe dados indesejados. O ex-secretário Larry Summers — entre outros — classificou a demissão como sintoma de autoritarismo e revelou grave risco à credibilidade das estatísticas públicas.
Substituição imediata
William Wiatrowski, vice-comissário da BLS, assumiu interinamente o cargo, enquanto o governo avalia nomes para a sucessão formal. O conselheiro econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, declarou apoio à decisão, justificando-a como necessária para restaurar transparência e confiabilidade nos dados trabalhistas.



