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VEJA VÍDEO: Israel retoma envio aéreo de ajuda humanitária a Gaza em meio à crise de fome

Israel iniciou no sábado (26 de julho de 2025) o lançamento aéreo de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, após pressão internacional diante da crescente emergência alimentar no território. A operação consiste no envio de pacotes com farinha, açúcar e alimentos enlatados, acompanhada de medidas que buscam facilitar o acesso de ajuda a áreas densamente povoadas.

Além dos lançamentos aéreos, o governo declarou a implementação de “pausas humanitárias” diárias, com paradas das operações militares durante dez horas por dia em três zonas específicas de Gaza — Cidade de Gaza, Deir al‑Balah e Al‑Mawasi. Também foram criados corredores seguros para comboios das Nações Unidas circularem entre as 6h e às 11h, permitindo a entrada de caminhões com suprimentos essenciais.

A mudança na política adotada por Israel ocorre em meio a relatos alarmantes de desnutrição e óbitos em Gaza por falta de alimentos. Autoridades médicas locais registraram dezenas de mortes por fome apenas nesta semana, e o número de fatalidades relacionadas à nutrição já supera 133, sendo a maioria crianças.

Países como Jordânia e Emirados Árabes Unidos também participaram da operação de envio aéreo, contribuindo com toneladas de alimentos. Organizações internacionais, entretanto, alertam que os lançamentos aéreos são limitados, caros e ineficientes, e defendem que corredores terrestres controlados por agências humanitárias seriam mais eficazes e dignos para a população afetada.

Enquanto isso, a ajuda distribuída por via terrestre segue aquém da necessidade. A ONU estima que são necessários pelo menos 120 caminhões por dia para suprir a demanda básica, mas apenas cerca de 60 a 70 têm conseguido entrar diariamente. A continuidade das restrições e a falta de coordenação logística dificultam a distribuição em larga escala.

Apesar das medidas anunciadas, operações militares continuam em regiões não incluídas nas pausas, e houve relatos de vítimas feridas por caixas de ajuda que caíram em locais de acampamento. Especialistas afirmam que apenas um cessar‑fogo abrangente seria capaz de permitir o envio ininterrupto de socorro e a estabilização da crise humanitária.

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