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VÍDEO: Após ameaças de morte, Felca declara: “Estou fazendo algo mais importante que eu. Não vou conseguir parar”

O youtuber Felca, que viralizou ao denunciar a “adultização” de crianças e adolescentes nas redes sociais, concedeu uma entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, neste domingo (17), onde revelou o impacto emocional das ameaças que vem recebendo desde a publicação do vídeo que expôs influenciadores como Hytalo Santos — preso na última sexta-feira (15) por suspeita de exploração infantil.

Visivelmente abalado, Felca descreveu o período de produção do conteúdo como “dias de trevas” e afirmou que, apesar do medo, não pretende recuar. “Eu mantenho a cautela, mas estou fazendo algo que é mais importante do que eu. Desculpa aí, não vou conseguir parar”, declarou o criador, que acumula mais de 6 milhões de inscritos em seu canal.

Ameaças e medidas judiciais

Desde que o vídeo foi ao ar, Felca passou a receber mensagens ameaçadoras, algumas prometendo “morte na rua” caso ele continuasse com as denúncias. A Justiça de São Paulo determinou que o Google quebre o sigilo de um usuário que enviou e-mails com ameaças, exigindo a identificação completa do autor.

Divulgação Felca.

Felca relatou que pessoas próximas também foram intimidadas e, por segurança, passou a circular com carro blindado e escolta. “Foram dias cinzentos, sem cor, sem luz. Mas talvez eu tenha que passar por isso para que outras pessoas não precisem”, disse.

Vídeo: Fantástico/TV Globo

Repercussão e impacto político

O vídeo, que já ultrapassou 40 milhões de visualizações, reacendeu o debate sobre a exposição infantil nas redes sociais e provocou movimentações no Congresso. A Câmara dos Deputados voltou a discutir um projeto de lei do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que propõe regras mais rígidas para o uso de plataformas por crianças e adolescentes, incluindo medidas contra bullying, exploração sexual e vícios digitais.

Felca também compartilhou que sua motivação veio de histórias reais: “Conhecia pessoas que foram abusadas na infância. Eu pensava: como consolar essa pessoa? Como impedir que isso aconteça de novo?”

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