Um vídeo de violência explícita contra uma mulher registrado em Quebrangulo, município do interior de Alagoas, tem causado comoção e indignação nas redes sociais. As imagens, divulgadas nesta segunda-feira (30) pela advogada Júlia Nunes, mostram uma mulher sendo violentamente agredida por um homem em plena via pública.
No vídeo, gravado por uma câmera de segurança, é possível ver o momento exato em que o homem desfere um chute violento contra a mulher, que é atingida sem qualquer possibilidade de reação. Após o golpe, ela cai imediatamente ao chão, aparentando estar desacordada. Segundo relatos preliminares, o agressor seria companheiro da vítima.
A advogada Júlia Nunes, conhecida por sua atuação em defesa dos direitos das mulheres, compartilhou o vídeo com uma mensagem de repúdio ao ato. “Mais uma mulher brutalmente agredida. Isso não pode ficar impune”, escreveu em sua publicação, que rapidamente viralizou e gerou uma onda de apoio e revolta entre os internautas.
Apesar da repercussão, a data exata da agressão ainda não foi confirmada pelas autoridades. O vídeo começou a circular apenas agora, após a denúncia pública feita pela advogada. O caso está sendo investigado, e as informações preliminares apontam que a mulher agredida teria sido socorrida e encaminhada a uma unidade de saúde da região para receber atendimento médico. O estado de saúde da vítima, porém, não foi divulgado.
Indignação e pedidos por justiça
O episódio reacende o debate sobre a violência contra a mulher em Alagoas, estado que registra altos índices de agressões domésticas e feminicídios. Organizações da sociedade civil, movimentos feministas e defensores de direitos humanos têm cobrado ações mais eficazes das autoridades públicas para combater a impunidade nesses casos.
“Não podemos normalizar esse tipo de violência. A sociedade precisa reagir, e o sistema de justiça precisa ser mais rápido e efetivo para proteger as vítimas e punir os agressores”, afirmou uma representante de um coletivo feminista local.
A repercussão nas redes sociais tem sido intensa, com milhares de compartilhamentos e mensagens exigindo a prisão do agressor. Apesar de boatos indicando que o suspeito teria sido detido e liberado no dia seguinte, a informação ainda não foi oficialmente confirmada pela Polícia Civil, que afirma estar apurando todos os detalhes do caso.
Violência contra a mulher em foco
O caso de Quebrangulo se soma a tantos outros registrados em Alagoas e no Brasil, onde, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher é vítima de agressão a cada quatro minutos. Situações como essa, quando flagradas em vídeo, reforçam a gravidade do problema e a urgência de políticas públicas mais eficazes de prevenção, acolhimento e responsabilização.
A Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh) ainda não se pronunciou sobre o caso. Grupos de apoio às vítimas de violência doméstica, como o Centro de Referência da Mulher, estão se mobilizando para tentar localizar a vítima e oferecer suporte psicológico, jurídico e social.
Canais de denúncia
A população pode e deve denunciar casos de agressão contra mulheres. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos seguintes canais:
- Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher
- Disque 190 – Polícia Militar
- Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs)
- Aplicativo “Proteja-se” – disponível para Android e iOS
Violência contra a mulher é crime. O silêncio da sociedade também contribui para a impunidade. Diante de qualquer sinal de agressão, denuncie.



